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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quem prometeu?

         Há muita confusão quando se fala de promessas e profecias da Bíblia. Temos que ser cuidadosos para entender o contexto, a promessa ou profecia, quem prometeu e para quem vale. Quando não analisamos esses detalhes corremos o risco de desacreditar e até sermos iludidos por tais palavras.
A famosa “caixinha de promessas” funciona como um biscoito chinês da sorte, com mensagens bonitas e aleatórias visando elevar a autoestima e fazer refletir quem lê a mensagem recebida. A diferença é que o biscoito você ainda pode comer.
Acredito fielmente na Bíblia e creio que a forma mais clara pela qual Deus fala conosco é através da Sua palavra, mas não é pegando textos aleatórios e sem contexto que entenderemos a sua vontade para nós e muito menos o plano de salvação.
Um versículo bastante popular do livro de Josué é visto por muitas pessoas como uma promessa divina ou talvez como uma profecia. Você encontrará na caixinha de promessas mais perto de você algo como: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
O trecho é verdadeiro e está mesmo na Bíblia, mas vejamos o versículo inteiro:
“Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor”. Josué 24.15 (NVI)
         Apesar do capítulo 24 ter vários versículos dentro das aspas simples após “Assim diz o Senhor”, a fala de Deus acaba no versículo 13. Em seguida, quem fala ao povo é Josué, o líder do povo. A declaração “Eu e minha família serviremos ao Senhor” parte de uma decisão dele. Não é uma promessa de Deus e também não é uma profecia, é uma decisão. Não podemos atribuir as nossas responsabilidades ao agir de Deus. Você já tomou a sua decisão?
         Se o desejo de seu coração é que toda a sua família sirva ao Senhor, além das suas orações, reveja suas decisões e atitudes. No livro de Juízes no capítulo 2 está escrito que o povo serviu ao Senhor enquanto Josué esteve vivo (Jz 2.7-11). Enquanto eles tinham um exemplo, eles sabiam quem deveriam servir. Pense nisso!
Que Deus abençoe sua vida e lhe conduza a ser o exemplo em que todos ao seu redor queiram se espelhar!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Aprendendo com os erros dos outros

O capítulo 5 do livro do profeta Daniel narra o que aconteceu quando ele tinha 83 anos, ou seja, não era mais um rapazinho, como muitos pensam. Agora o rei é Belsazar, filho de Nabucodonosor.  Ele, o rei, resolveu fazer um grande banquete e, na ocasião, ordenou que fossem trazidas as taças de ouro e prata que eram do templo de Jerusalém (Dn 5.1-2). Enquanto festejavam e adoravam deuses de ouro, surge algo assustador, uma mão, que escreve na parede mais iluminada do palácio algo que ninguém poderia entender, a saber: MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM. Talvez esse relato é que inspirou o personagem da família Adams.
         O rei assustado manda chamar os magos e sábios para interpretar a escrita, e já sabemos o que aconteceu, ninguém pode interpretar. Então a rainha, mãe de Belsazar fala sobre Daniel.
         Belsazar manda chamar Daniel e promete a ele o cargo de terceiro em importância no governo do reino caso trouxesse a interpretação, ou seja, só estaria abaixo dele e da rainha. Daniel rejeita a oferta e dá continuidade em seu discurso contando a história do pai do rei, o rei Nabucodonosor, de quando ele foi castigado por Deus devido à arrogância (assunto do capítulo 4 do livro), e em seguida chama a atenção do rei dizendo:
“Mas tu, Belsazar, seu sucessor, não humilhaste, embora soubesses de tudo isso. Pelo contrário, tu te exaltaste acima do Senhor dos céus. Mandaste trazer as taças do templo para que nelas bebessem tu, os teus nobres, as tuas mulheres e as tuas concubinas. Louvaste os deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não podem ver nem ouvir nem entender. Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos. Por isso ele enviou a mão que escreveu essa inscrição”. Daniel 5.22-24
MENE – Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim (Dn 5.26).
TEQUEL – Foste pesado na balança e achado em falta (Dn 5.27).
PARSIM -  Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas (Dn 5.28).
         O capítulo conclui dizendo que na mesma noite Belsazar foi morto e Dario, o medo apoderou-se do reino (Dn 5.31).
         O que aprendemos com esse episódio é que precisamos aprender não só com os nossos erros, mas também com os erros dos outros. O apóstolo Paulo diz em Romanos 15.4:
“Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança”.
         A Bíblia contém histórias de erros e acertos de inúmeros personagens que servem para nos ensinar como devemos proceder diante de circunstâncias parecidas. Como diz um velho e conhecido ditado chinês:
“Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros e os idiotas não aprendem nunca”.
         Antes que comece o mimimi quero que saibam que também achei pesado a parte dos tolos. Que os nossos erros e os erros dos outros nos tragam sabedoria!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Tudo está perdido! O que falta?

         Filhos não obedecem aos seus pais, funcionários não respeitam os seus patrões, membros não ouvem os seus pastores, esposas não são submissas aos maridos, cidadãos ignoram os governantes. Onde está o problema? Essa pergunta daria um livro hein? Mas vamos tentar fazer um breve resumo.
         Falta autoridade? Talvez para muitos o problema seja ausência de autoridade. Se o pai não for mais firme o filho não vai saber quem é que manda. Se o patrão não lembrar que é ele quem paga o salário o funcionário não vai respeitar mesmo. O pastor precisa se impor. O marido precisa tomar as rédeas do relacionamento. O governo precisa colocar o exército nas ruas, pois só assim ele será temido. Acredito sim que autoridades precisam ser respeitadas, mas não é o autoritarismo que irá produzir isso.
         Falta submissão? O problema talvez não seja com os pais, patrões, pastores, maridos e governantes, talvez o problema esteja do lado de lá. Os filhos, funcionários, membros, esposas e cidadãos é que não querem nada com nada. Não podemos generalizar, não é mesmo? A pergunta que faço é: o que gera submissão, respeito e/ou obediência?
         Falta sabedoria! Em muitos casos a crise não é de autoridade e muito menos de submissão, é ignorância mesmo. Ignorância no sentido de falta de sabedoria, dando origem à insensibilidade, impaciência, arrogância, dentre outras características reprováveis. O apóstolo Tiago deixa um precioso ensinamento em sua carta sobre a necessidade de buscarmos sabedoria em Deus:
“Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de ‘sabedoria’ não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria quem vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera”. Tiago 3.13-17
         É a sabedoria que vem do alto que produz outros dois itens faltantes em muitos relacionamentos que falarei a seguir.
         Falta exemplo! É impossível se relacionar, ensinar, liderar apenas com palavras. O ditado que diz “faça o que digo e não o que faço” é uma grande furada. O Pr. Davi Lago gosta de dizer que “o exemplo não é a melhor maneira de liderar, é a única”. E podemos reforçar esse argumento levando para os nossos relacionamentos de um modo geral com o que disse o apóstolo Paulo aos Coríntios:
“Tornem-se meus imitadores, como eu sou de Cristo”. 1 Coríntios 11.1
         Cristo é sempre o maior exemplo a ser seguido em qualquer parte do relacionamento, seja liderando ou liderado, pai ou filho, marido ou esposa, cidadão ou governante. E sem sombra de dúvidas o maior exemplo que Ele nos deixou é uma das coisas que mais faltam em nosso mundo.
         Falta amor! Onde há amor, há respeito, paciência, compreensão, cumplicidade, dentre outras preciosidades. Jesus bem disse que nos últimos dias o amor se esfriaria (Mt 24.12) e isso é perceptível nos dias atuais. As pessoas querem ser amadas mas não querem amar e isso é impossível. Como também é impossível ser obedecido, correspondido e ouvido sem demonstrar algo que desperte interesse. Quando digo interesse, digo no bom sentido, tendo em vista plantar amor e colher mais amor ainda. O próprio Jesus disse:
“Se vocês me amam, obedecerão os meus mandamentos”. João 14.15
         É bom reforçar que Jesus não disse: se vocês perceberem o quanto sou poderoso e o quanto eu já abençoei vocês, o quanto estou acima de vocês. Ele disse: se vocês me amam.

         Que ao invés do autoritarismo, do medo e das coisas semelhantes busquemos a sabedoria que vem do alto para sermos exemplos de amor! Que Deus abençoe sua vida!
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