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terça-feira, 4 de abril de 2017

Cristão Raiz x Cristão Nutella

                 Nos últimos meses o meme que tomou conta das redes sociais está relacionado a comparação do “eu raiz” e do “eu nutella”. Se você não sabe do que estou falando, a comparação raiz e nutella visa mostrar a diferença de quem é autêntico e de quem que foi “nutelizado” e por isso se tornou uma versão mais fresca.
         Na Bíblia podemos encontrar também uma comparação parecida na parábola do semeador (Mt 13.1-23; Mc 4.1-20; Lc 8.1-15). Nessa parábola é contada a história de quatro tipos de sementes que caíram em quatro lugares distintos como podemos ver a seguir:
“Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram”. Mateus 1.4
“Parte dela caiu em terrena pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz”. Mateus 1.5-6
“Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas”. Mateus 1.7
“Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um”. Mateus 1.8
         Jesus explica a parábola ao longo do capítulo dizendo que a primeira semente que caiu à beira do caminho, trata-se de quem ouve a mensagem do Reino e não a entende, a semente que caiu em terreno pedregoso são os cristãos frutos da empolgação, que ainda não tem raiz e que assim como aceitam rapidamente a mensagem, tendem a “morrer” também rapidamente, porque esses não têm raiz. A semente que caiu entre os espinhos são os que não conseguem focar no Evangelho, porque estão muito ocupados com as demais coisas. E a semente que caiu em boa terra são os que ofereceram um terreno fértil e profundo para que o Evangelho entrasse e fosse enraizado. Esses são os que terão frutos para colher e que desfrutarão do reino dos céus.
         Posso dizer que o cristão nutella pode ser comparado à segunda e terceira semente, já que a primeira nem chegou a se tornar algo. O cristão nutella ou é fruto de empolgação ou é alguém que trata o Evangelho como algo comum e não como algo a mais, indispensável. A atitude de alguém assim é de servir a Deus com interesses distorcidos e com data de validade.
         O cristão raiz é aquele que entende que estar em Cristo é viver uma vida de renúncia. É aquele que entende que o cristianismo consiste em dar frutos e que só conseguiremos isso quando o Evangelho estiver enraizado em nós.
         Não podemos viver um Evangelho nutelizado, mas um Evangelho genuíno, por isso precisamos de um conhecimento profundo da palavra de Deus.
         Será que temos feito do nosso coração e mente um terreno fértil para que o Evangelho se adentre e produza frutos? Que o semeador encontre em nós uma terra boa capaz de produzir o que só o Evangelho é capaz de produzir, vida eterna.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Deixe de ser boca aberta!

         Provavelmente você já ouviu o termo “boca aberta”. Geralmente trata-se de alguém parado, lesado, sonso. Em todos os lugares existem pessoas assim, inclusive na igreja. E nesse texto a minha missão é dizer a você, se for o seu caso, a deixar de ser boca aberta.
Em Atos 1 está o relato de uma das cenas mais marcantes da história do Cristianismo e com certeza, da existência humana. Trata-se da despedida de Jesus. Ele já havia cumprido a sua missão, nasceu, viveu e morreu por nós. Agora, o Cristo ressurreto está partindo e não poderia ir sem dizer nada. Atentemos então às últimas palavras de Jesus na terra. No versículo 7 Ele diz que algumas coisas não competem a nós saber e depois informa que o Espírito Santo será derramado para que assim o Evangelho seja testemunhado em toda a parte. As palavras do versículo 8 tratam-se da Grande Comissão, ou seja, o chamado de Jesus aos seus servos à pregação do Evangelho em toda a parte: “e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.
         Ide! Foi isso que Jesus disse a todos. Essa é a mensagem que Ele tem para todos os seus filhos, para todos os que creem nEle. Mas talvez estamos como os discípulos, olhando para o céu esperando sabe lá o que. Se você está esperando uma ordem para começar a pregar o Evangelho, você já tem. Essa ordem também não está delimitada. Jesus não diz: preguem o Evangelho só na África ou só na faculdade. O versículo 8 de Atos é bem completo. Em Jerusalém significa em sua cidade. Em toda a Judéia trata-se de estado. E Samaria fala de outro estado ou país. E para não ter dúvida nenhuma temos “até os confins da terra”.
         Gosto muito da história do chamado de grandes homens da Bíblia, mas quando falo de ministério, missão, quem me chama atenção são aqueles em que não há relato de chamado particular. No Antigo Testamento vemos José e o seu ministério no Egito. Em algum momento há relato de Deus falando que mandaria José ao Egito para salvar o povo? E o que falar de Daniel? Já chegou na Babilônia procurando uma forma de não se misturar, mas mostrar Deus em sua vida. No Novo Testamento, mais precisamente no livro de Atos vemos Estevão, Barnabé, Lucas, Timóteo e nenhum deles há menção de chamado particular como houve na vida dos discípulos e de Paulo por exemplo. Estevão foi o primeiro mártir, o primeiro louco por Jesus o suficiente para morrer por Ele. Barnabé foi quem buscou Saulo para começar o seu ministério. Lucas foi colaborador nas caravanas de Paulo, além de nos deixar registrado o Evangelho de Jesus no livro que leva o seu nome e no Evangelho do Espírito Santo, mais conhecido por nós como o livro de Atos. E Timóteo foi quem deu continuidade no ministério de Paulo junto com Tito, Priscila, Áquila, Marcos e tantos outros.
         Olhando para essas pessoas me pergunto: O que esperar para cumprir o ministério que Deus nos deu?
         Talvez você diga: Eberson, estou esperando companhia. Não dá para fazer nada sozinho. A igreja não me apoia, o meu pastor não me apoia, o meu líder, os meus amigos, ninguém. Nesse caso, primeiramente preciso te lembrar que você jamais fica sozinho (a). O Evangelho de Mateus termina com Jesus dizendo: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Mateus 28.20b
         O apóstolo Paulo também nos prova isso no fim da vida, quando escreve à Timóteo contando como foi a audiência em que ele foi julgado em Roma (2 Tm 4.16-17). Paulo esteve diante de uma unanimidade de opositores e não foi condenado. Além disso, proclamou o Evangelho de Jesus Cristo. Consegue imaginar isso?
         Talvez o seu problema não seja companhia, mas recursos. Quantas vezes já ouvi de pessoas de grande potencial: Ninguém quer investir em mim! Bons músicos, bons ministros e que infelizmente estão esperando as coisas acontecerem por si só. Estão esperando as coisas ficarem favoráveis para então começar ou dar sequência no ministério.
         No texto que lemos Jesus não disse que daria um cartão de crédito ilimitado para podermos viajar para onde precisar e pregar o Evangelho. Também não está escrito que as nossas famílias seriam alimentadas enquanto estivéssemos servindo ao reino. O que está escrito é que receberíamos poder. Em outras versões a palavra é virtude. Foi através desse poder que milhões de pessoas foram alcançadas. Foi através desse poder que o próprio Jesus curou e operou milagres. E é através desse poder também que cumpriremos os planos do Senhor para as nossas vidas.
         O ministério é algo de Deus para Deus e que o próprio Deus nos capacita, compreende isso? Ele mesmo nos chama, anda conosco e nos capacita. Portanto, tome posse do poder, da virtude da parte do Espírito Santo. Esse é o recurso necessário para seguir em frente. Vamos deixar de ser boca aberta, vamos parar de apenas olhar o que está acontecendo e vamos fazer a nossa parte.
         Sempre é tempo de mostrarmos Jesus as pessoas à nossa volta. Sejamos homens e mulheres de atitudes. Que o nosso ardor nas palavras e atitudes possa fazer a diferença e servir de testemunho do Senhor Jesus em Anápolis (sua cidade), em Goiás (seu estado), em São Paulo (outro estado), na África (outro país), até os confins da terra!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Enquanto Ele não vem



         Certamente algum dia você já ouviu do seu chefe ou de seus pais: “Estou indo ali e quando eu chegar quero ver tal tarefa pronta”. Também nos estudos, quando ainda éramos crianças fomos apresentados à lição de casa. E se você esteve ou está na faculdade, sabe que não mudou, pelo contrário, piorou. E no fim do curso ainda tem a grande tarefa chamada monografia ou TCC (Trabalho de conclusão de curso). O fato é que cumprimos as tarefas ou por necessidade ou por amor.
         Seguindo essa linha de raciocínio, gostaria de lhe lembrar que o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, foi embora com a promessa de voltar (Mc 13.26), e Ele também nos deixou algumas tarefas.
         Sem sombra de dúvidas, a tarefa mais clara é aquela que foi dita na sua despedida, que a encontramos nos versículos que falam da grande comissão (Mt 28.19, Mc 16.15, At 1.8) e que pode ser resumida em uma palavra, ide.
“Ide e pregai o Evangelho a toda a criatura...”
“Ide e fazer discípulos...”
“Ide e sejam minhas testemunhas...”
         Sabemos porém, que enquanto cumprimos o ide, vivemos numa constante guerra, que até falamos sobre no texto anterior intitulado A GUERRA É CONTRA QUEM, que fala sobre a guerra contra o pecado. Temos o exemplo de como vencer essa guerra através de Jesus Cristo, e olhando para os ensinamentos dEle, aprendemos a renunciar à impiedade e às paixões mundanas, visando viver de forma sensata, justa e piedosa. E precisamos fazer isso até que Ele venha. É o que diz o texto de Tito 2.11-13.
         Também sabemos que durante a nossa espera por Jesus, provações virão. Passaremos por dificuldades, aflições (Jo 16.33). Mas qual deve ser a nossa postura diante dessas provações? Veja o que diz Tiago em sua carta:
“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera”. Tiago 5.7
O apóstolo Tiago fala sobre esperar com paciência, da mesma forma Jesus disse que nEle temos paz (Jo 16.33), mas nem sempre é fácil aplicar isso na prática, não é mesmo?
Nos últimos dias estive conversando com um amigo que já concluiu a faculdade a algum tempo e que ainda não encontrou um emprego, além disso ele também terminou um namoro meses atrás, e por isso, ouvi: “Eberson, se você observar bem, as duas áreas em que os jovens mais buscam obter sucesso, eu não estou bem, muito pelo contrário, não estou tendo nenhum sucesso”. Então, enquanto eu pensava numa possível frustração, ele continuou: “Mas em minhas orações, tenho dito a Deus que não quero um relacionamento ou um emprego que me afaste dEle”. Naquela hora pude ter certeza, ele está pensando no que é eterno.
Às vezes diante das tribulações perdemos a paciência e nos queixamos, nos frustramos, porque estamos pensando apenas no que é passageiro, a nossa vida aqui na terra. Mas quando paramos para refletir sobre o que nos aguarda na eternidade, chegamos à conclusão que o maior investimento que podemos fazer é nos dedicar nas tarefas pelas quais colheremos os frutos na eternidade. Nesse texto falei sobre a preciosa tarefa de cumprir o ide e as complexidades na execução onde temos ainda que lutar contra o pecado e aguardar com paciência diante das tribulações. Poderíamos aprofundar mais, mas o espaço não nos permite.
No livro “O Jesus que eu nunca conheci” de Philip Yancey há um testemunho interessante que gostaria de compartilhar para concluir:
“Conheço uma mulher cuja avó jaz sepultada sob um carvalho de 150 anos de idade no cemitério de uma igreja episcopal no interior de Louisiana. De acordo com as instruções da avó, apenas uma palavra se encontra gravada na pedra tumular: ‘Esperando’”.
         Gostei da ideia, e de acordo com 1 Coríntios 15, realmente os que morrem em Jesus estão esperando a ressurreição em glória (1 Co 15.52). O fato é que não sabemos se encontraremos com Jesus em vida ou depois da morte, por isso precisamos agir sempre como quem está esperando.
         Que o Senhor Jesus lhe abençoe e lhe dê forças e sabedoria para esperar à Sua vinda!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Que tipo de Judas você pretende ser?

Você certamente já ouviu falar de Judas Iscariotes, aquele que traiu Jesus, mas hoje quero falar de outros Judas.
Primeiro quero falar sobre o apóstolo Judas, o Tadeu, irmão de Tiago. Ele nos fala de um assunto muito importante em sua carta, aquela de uma página que fica antes do livro de Apocalipse que pouca gente já leu, mesmo sendo uma das menores da bíblia. Enfim, o assunto abordado nessa carta é tão importante que no versículo 3 ele diz que escreveria sobre a salvação, mas existia algo mais urgente para ser tratado. Que coisa urgente era essa? Veja o que ele fala a respeito:
“Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça do nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor”. Judas 4
         O que o apóstolo Judas está dizendo é que existiam pessoas que estavam se fingindo de cristãos para pregar a libertinagem, ou seja, uma liberdade exagerada, uma liberdade que na verdade só pode ser resumida com uma palavra, pecado. Não estou querendo ser extremista ou algo do tipo, por isso entendam que a liberdade exagerada que digo trata-se da liberdade que ultrapassa os limites estabelecidos na bíblia.
         Falando um pouco mais sobre os fingidos que pregavam a libertinagem, afirmo que, com certeza, esse tipo de pessoa não existiu apenas na época em que a carta de Judas foi escrita, talvez hoje o cenário esteja ainda pior. Chamo essas pessoas mal intencionadas de bode Judas, já ouviu falar? O bode Judas trata-se de um bode mesmo, agora falo do animal, que era utilizado como arma no matadouro de ovelhas. Ele tinha aparência de ovelha, cheiro de ovelha, mas era bode. A sua estratégia era se infiltrar entre as ovelhas, conquistar a liderança delas, e então leva-las até o matadouro.
         Certamente havia uma recompensa para o bode Judas nos matadouros, como houve uma recompensa para Judas Iscariotes. Assim como Judas Iscariotes, muitos são iludidos com essa recompensa que é dada aqui na terra por esses atos de traição ou de oposição à Deus, assim como os bodes Judas dos dias atuais. Riquezas aqui na terra podem trazer prazeres, mas todos temporários, porém, esses homens, conforme o versículo acima já têm a ‘condenação sentenciada há muito tempo’, ou seja, eles podem até viver bem aqui na terra, mas a eternidade não será nada prazerosa.
         Entendendo como eles agem e qual será o futuro desses, pergunto: E nós? Que atitudes devemos tomar diante dos tais bodes Judas próximos a nós? No versículo 9 da epístola que estamos tratando temos a resposta:
“Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: ‘O Senhor o repreenda!’”
         Miguel estava numa disputa com o próprio diabo, mas não o repreendeu, porém, deixou para que o Senhor o fizesse isso. E Ele realmente faz, como destruiu os hebreus resgatados do Egito que não creram (Jd 5), como prendeu os anjos que o abandonaram (Jd 6), como também destruiu Sodoma e Gomorra livrando os fiéis.
         Sabemos que os bodes Judas tem como objetivo causar divisões entre os cristãos (Jd 19), portanto precisamos conhecer a verdade pra discernir também o que é mentira, o que é oposição à Deus, o que é negar Jesus. Tendo posse dessa verdade, sigamos os mandamentos finais de Judas Tadeu: nos manter no amor de Deus (Jd 21), ter compaixão dos que duvidam (Jd 22), além de apresentar a verdade àqueles que desconhecem (Jd 23) para que também fujam dos bodes Judas que nos cercam.

Que sejamos não como o Judas Iscariotes ou como o bode Judas,  não mesmo né? Mas que sejamos como o Judas Tadeu, que, não só entendeu e viveu a verdade, mas também procurou compartilha-la, afim de que outros também pudessem conhecer e viver essa verdade.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Motivações

Estudando um pouco sobre os heróis da fé, grandes homens que contribuíram para o cristianismo, me deparo com George Whitefield e me sinto extremamente admirado com seu currículo. O príncipe da pregação ao ar livre, como ficou conhecido, chegou a pregar para 100 mil pessoas, e olha que naquela época não havia, tv, facebook, whatsapp, outdoor, ou qualquer outro meio de divulgação. As pessoas se dirigiam a pé, ou a cavalo, às vezes andavam dezenas de quilômetros para vê-lo pregar. Na sua biografia diz ainda que durante 28 dias, ele pregou diariamente para cerca de 10 mil pessoas. Pregava em média de 10 sermões por semana e fez isso durante 34 anos. Calcula-se que em toda sua vida pregou cerca de 18 mil sermões. Ainda na reunião dos 100 mil, em Cambuslang, Escócia, 10 mil pessoas atenderam ao apelo para se entregarem ao Salvador.
         Mas o que mais me chama a atenção na vida de George Whitefield não são os números de sermões ou das multidões que ele pregou, mas a sua motivação e compromisso. Talvez você esteja curioso pra saber, onde enxerguei a motivação de George, então permita-me esclarecer. Alguém que atraiu tanta gente poderia muito bem se beneficiar da sua popularidade para viver bem, ter conforto, dinheiro, etc, mas não é isso que a história nos conta. Ele não abriu sua própria denominação, não que isso seja errado, também não fazia exigências pessoais para estar em algum lugar, mas tinha fome e sede de simplicidade e sinceridade divina conforme relata Orlando Boyer no livro Heróis da Fé.
         Outras atitudes que comprovam que George estava muito mais interessado em cumprir o seu chamado do que qualquer outra coisa são quando ele supera a rejeição, como as vezes que ele pregou no campo porque as igrejas não queriam recebe-lo, hotéis também se recusaram a recebe-lo como hóspede. Também quando ele supera a perseguição, pois, certa vez, foi ameaçado de prisão antes de pregar, mas pregou assim mesmo, e, várias vezes, foi apedrejado, uma vez até pensou que iria morrer como Estevão. O que dizer então das vezes que ele pregou enfermo? Alguém que passa por tudo isso, só continua no ministério, só continua produzindo, entendendo que a graça do Senhor nos basta conforme relatou Paulo em 1 Coríntios 12.
Outro fato interessante na vida de George, foi que ele não queria perder tempo com futilidades ou buscando glória para si, por isso, dividia o dia em três partes: 8 horas sozinho com Deus e os estudos, 8 horas para dormir e as refeições e 8 horas para o trabalho entre o povo. E é nessas horas que me pergunto: Será que tenho dedicado 8 horas da minha semana, ou quem sabe, do meu mês, pra Deus? A administração do nosso tempo reflete as nossas motivações, objetivos, logo, se procuramos passar o tempo com Deus, estamos motivados em tê-lo em nossos planos.
         Falando um pouco do hoje, infelizmente, nos dias atuais, muitas pessoas enxergam o ministério, a igreja, como uma forma de se dar bem, ganhar dinheiro, ficar famoso, etc. E por estarem com motivações erradas, acabam se perdendo e fazendo com que os outros se percam. Esses terão que prestar contas à Deus no julgamento final.
O apóstolo Paulo foi, sem dúvida alguma, quem mais pregou, que mais escreveu e que mais sofreu na igreja primitiva, mas, o que ele ganhou com isso? Que glória ele teve? No final de sua vida ele morou de aluguel (At 28.30), ou seja, dinheiro ele não ganhou, e a fama e a glória que ele procurou ter, foi apenas uma:
“Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo”. Gálatas 6.14
         A única glória de Paulo era na cruz de Cristo, pois foi nela que deixamos de ser condenados para se tornar herdeiros dos céus.
         Não cabe a mim ou a você julgar a motivação de pastores e líderes religiosos dos nossos dias, pois isso é algo muito pessoal, entre cada um e Deus, mas, cabe a nós, analisar a nossa motivação, não só em ter um ministério, mas em viver. Assim como os apóstolos, como Paulo, e também os grandes heróis da fé, como George Whitefield, que possamos viver não para nós mesmos, para Deus, pois Ele deve ser a nossa motivação!
“Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Gálatas 2.20

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Será que vale a pena?


            Quando temos escolhas pra fazer, decisões a tomar, essa pergunta é sempre válida, não é? Será que vale a pena?
Será que vale a pena servir a Jesus Cristo? Vale a pena cooperar na obra dEle?
            Na igreja, como qualquer outro lugar que reuna pessoas, agradar a todos é impossível, como diz aquele velho ditado: “Nem Jesus agradou a todos”. Mas é preciso lembrar que a igreja somos nós, humanos, errantes, pecadores. E como já dizia o grande evangelizador e pastor Billy Graham: “Quando encontrares a igreja perfeita por favor não entre, pois você estragará tudo!”
            Não gosto quando pessoas rotulam igrejas, grupos de jovens, adolescentes, senhoras, dentre outros grupos cristãos como frios, parados, sem graça. Mas pergunto: se não está satisfeito, ou está achando as coisas meio paradas, sem graça ou talvez frias na sua igreja ou grupo, o que você fez para cooperar para que a situação não fosse essa? Ou será que não vale a pena lutar, colaborar com aqueles que estão a nossa volta? Talvez você pense: essa não é minha responsabilidade, isso deve estar no coração do líder. Jesus certa vez disse o seguinte:
“A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros”. Mt 9.37
            Se você ler o texto de Mateus 9 dos versículos 32 ao 38 vai perceber que enquanto Jesus cumpria o seu ministério, fazia a obra, os fariseus estavam preocupados em fazer acusações, colocar defeitos, assim como temos muitos fariseus dentro das igrejas nos dias de hoje.
            Muitos querem apontar e mostrar onde colher, mas poucos querem realmente assumir a responsabilidade e o trabalho de ceifeiro, mas por que? Não vale a pena?
Tanto vale a pena que os apóstolos, por exemplo, preferiam morrer do que deixar de serem ceifeiros, colaboradores do reino. Esses, quase todos morreram de forma cruel, mas pra eles era uma grande honra morrer por Jesus, valia muito a pena.
            Todo esforço é válido e é de muita serventia na obra de Deus, quem se dispõe Deus usa e opera maravilhas. Como dizia Davi:
“Em Deus faremos proezas...” Sl 60.12a
            Ressalto que só veremos o agir de Deus, se estivermos dispostos a mostrar as nossas ações objetivas à Ele, afinal, ele é o nosso alvo. Se Davi, ao invés de se dispor, ficasse chamando os israelitas de covardes, inúteis, não se dispusesse a lutar com o gigante, ele não o veria no chão. Imagine Paulo, que era um doutor da lei, se ele continuasse a vida inteira procurando e perseguindo os cristãos, não veria o quanto poderia ser útil na obra do Senhor.
            Então meu(inha) querido(a), mecha-se. Pois é muito melhor agir do que ficar criticando e procurando alguém pra que fazer o que você pode fazer.
Vale muito a pena servir à Deus e ser instrumento nas mãos dEle, lembre-se disso, ao invés de se colocar no time dos fariseus, coloque-se no time dos apóstolos que preferem morrer do que deixar de fazer a obra do Senhor.
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